A brasa meu corpo queima e ainda nem sei o que fazer.
Se eu fujo, se me
escondo, não sinto...
E tento esconder o
fogo que queima meu corpo
Tão louco, prazer...
Oculto e raro, ainda
não claro pra mim.
De fato, relato acima,
não deve existir;
Mas a força que vem,
vem de dentro, sem fim.
Meu Deus, o que faço
agora, senhor?
Meu corpo implora-me: amor...
Essa coisa tão rara e
tão proibida
Inverna em mim, já faz
tempo.
E o hoje, com o vento,
atormenta minha vida assim.
Talvez, algum dia me
esqueça e saia do corpo,
Que é corpo em mim.
Apaga esse fogo, que é
louco,
No tempo errado do
tempo,
Ainda contra o
sentimento
Que não pode existir.
Essa poesia faz parte da coletânea Confissões da editora Darda
lançada agora em julho da qual tive o prazer em participar.
Rosana Souza Escritora
